Se é por bem, assim seja.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Brumas
Se é por bem, assim seja.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Pomba branca
Certo dia encostei meu ouvido ao teu peito e senti o tic-tac do pequeno grande coração. Perguntaste então, lá do alto da tua candura, se todos os corações batiam ao mesmo tempo.
Pese embora não batam, a voejar ficou no pensamento a ternura desse teu sentimento.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Crenças
Falando de Deus veio o outro afirmar coisa que muitos sentiam e já os ateus o diziam.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Interrogação
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Auto-retrato
Alguém disse, falando de amor, na fronteira da ironia e do cinismo, que adorava deitar-se acompanhado e acordar sozinho.
Suponho seja o percurso usual do humano adulto e, com algum regozijo, noto ter alcançado o estagio seguinte desse culto.
Prefiro deitar-me só e só acordar, se por acaso acordar.
E tudo isto pela causa do que este meu olho vem observando e não me agrada de todo, porventura daí advindo razão de preservar o outro olho, numa vã tentativa de lhe esconder a paradoxal dualidade (crueza-beleza) que a natureza nos oferece nas suas propostas de vida.
Se não comunicarem, mantenho, pelo menos um, na virtude duma ingénua candura de juventude.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Vazio
Afinal, olho a tela e desespero, por parecer a semente verdadeira e inteira e trazer no ventre a flor e o fruto, dela brotando a vida e o amor e também a dor e o luto e, no evoluir desta emoção restar apenas ilusão.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Tentáculos

A plenitude do amor será o conjunto duma plêiade de sentimentos, tentáculos, como se de um polvo se tratasse.
O maior e mais possante é, sem duvida, a amizade, talvez até por ter de ser vivida a dois ou mais.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Casamentos

Na sua rude forma de encarar o tipo de amor que aí se enquadra declarou que, a curto prazo, e dissipadas as névoas do romantismo, a união se assemelha a violação consentida.
Foi porém mais sensato e menos cínico ao afirmar ser possível existirem ligações duradouras, nesse vinculo contractual, sendo apenas necessária muita paciência e casas de banho separadas.
Estou sempre a aprender.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Intenções
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Monogamia
sábado, 9 de maio de 2009
Aniversários

sábado, 2 de maio de 2009
Como era o amor

Quando eu era jovem, uma mulher bonita podia deixar-me assim.
Chamava-se a isto dar-me a volta à cabeça.
Hoje, infelizmente ainda me acontece, com muito menos frequência e mais exigência.
Com a idade a procura é mais selectiva.
Não basta uma mulher bonita, terá também de ser uma bonita mulher.
E depois, idade e loucura, garanto, mistura explosiva.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
A virtude
PERDOAR significa perdoar o imperdoável, de contrário não seria virtude alguma;
FÉ significa crer no inacreditável, de contrário não seria virtude alguma.
E ESPERAR significa esperar quando já não há esperança, de contrário não seria virtude alguma.
(Gilbert Keith Chesterton)

E na fantasia corre o sonho pelas estrelas, brincando com a vontade e tornando a realidade em heresia
Tanta virtude em plenitude numa só pessoa, não me soa, confesso.
Fico tristonho.
Sabendo meus olhos já não são o que eram, tive uma ideia, tomei da duvida o beneficio e (como o outro), tentei com candeia, procurei entre escolhos. Nada.
Para meu pranto, nem tal santa nem tal santo.
Perdida fé e esperança, sigo o conselho. Vou esperar e pelo inacreditável aguardar.
Nesta inquietude porventura colherei virtude.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Felicidade
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Amores perfeitos
domingo, 26 de abril de 2009
Amor na ajuda
Outras e mais subtis exigências se nos deparam como possíveis garantes do bom êxito dessa intenção, permitindo que a mão que nos é estendida seja firmemente apertada ou, no menos, aflorada.
Não poderemos compreender e aceitar os problemas dos outros, sem fazer boa gestão dos nossos próprios, assim como não poderemos valorizar positivamente quem nos estende a mão se não aceitarmos a nossa própria forma de estar no seu âmbito de realizações, duvidas e fraquezas.
Sabemos que a capacidade de amar o que nos rodeia passa pelo amor de nós próprios e pela necessidade que o humano tem de ser amado e é mais que certo não podermos estar numa relação em que nos pedem segurança, paz, serenidade e alguma alegria, se formos inseguros, ansiosos, agressivos ou infelizes.
Auto conhecimento, auto estima, auto aceitação, capacidade de amar e maturidade psíquica, exigências que surgem desta forma como indispensáveis aliados da disciplina consciente.
É um passeio de braço dado da humildade, disponibilidade e tolerância, pedindo-se bastante para tarefa humilde e de êxito incerto.
A compensação virá em paz e crescimento interior.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
O beijo ardente

Os beijos humanos na boca, ou nos lábios, como se queira, seriam um tormento, se porventura tivessemos este mau hábito.
Em situações já de si escaldantes, o que seria com esta labareda!!!
Já andarão por aí humanos com estes poderes ? Se calhar...
Eu não desisto mas, à cautela, vou comprar um extintor e não o largo.
Passa a andar comigo. Amor seguro.
Por tão pouco são capazes de me chamar louco. Não ligo.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Birras (amizade e amor)

segunda-feira, 20 de abril de 2009
Amor nos casamentos
Lamento o atrevimento.
Mas foi assim numa aprendizagem em 2005, em barro corrente, cozido, tendo a peça 15 cm de altura.
Na ideia estava o Santo casamenteiro lá da minha cidade, quase aldeia.
O ar aluado e o cabelo demasiado encaracolado, emprestam-lhe um misto de candura, ternura e duvida, talvez até de espanto ou hesitação.
Assim como exclamasse que isto já não é o que era.
Nesta minha versão, e em face do meu próprio preconceito, parece um pouco desiludido do amor nos casamentos que, por tradição e em Junho, demasiado conservador vai acobertando.
Da cabeça do Menino nem ouso falar e ainda bem que só se vê de perfil.
Que ambos me perdoem a falta de perícia e aqui ajuramento não haver malícia.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Amor sonhado
Nessa noite de luar,
Sem recear pesadelo, passei a sonhar contigo.
e afagava teu cabelo, dessa linda cor do trigo
Meus olhos já mergulhavam no profundo mar dos teus
E teus lábios suspiravam pra se colarem aos meus
No auge dessa atracção, o laço do teu abraço
asas deu ao coração pra voar noutro espaço
Os braços deram o nó, quando os lábios se uniram
Eramos dois e um só e nossas almas fugiram
E depois, sonho perdido, havias desaparecido
sem recado me deixar.
......................................Ainda havia luar
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Serenidade
terça-feira, 14 de abril de 2009
Laços... e nós

Sempre gostei de laços, de laçada simples ou seus companheiros, mais firmes, mais duradouros, os nós.
O laço é deveras abrangente, ele enlaça o presente, no requinte da fita colorida e aperta, ajusta ao pé, o sapato mais humilde.
Esta laçada no sapato, e segundo a qualidade do atacador, terá de ser dupla, para evitar o constante reajuste.
Da gravata não sei. Não uso e evito baptizados, casamentos, funerais e quejandos que obriguem ao ritual de apertar o pescoço.
Os nós são de famílias mais nobres e na realidade outra loiça, pese embora mais complicados no enlace.
Entre os humanos também se criam laços, são invisíveis e muito semelhantes aos nós pela necessidade de preliminares.
A laçada simples, descuidada, raro dá flor.
Tem de haver especial cuidado no aperto, nem muito, nem pouco, pois o problema principal está na quase impossibilidade de reajuste.
Há casos em que esse laço, ficando lasso, raro volta a enlaçar.
E com poucos, muito poucos, se consegue dar o verdadeiro nó, mais duradouro, por vezes eterno.
Formalismos
domingo, 12 de abril de 2009
Do coração
Ao Luís
Ajudou-me a sentir a solidão dos outros e assim situar a minha.
Em menino o coração era para mim algo que no meu peito fazia pum-pum, com mais ou menos violência, segundo as minhas correrias.
Já então, como agora, era também coisa que tinha a ver com mimos e afectos.
Adorava o xi-coração. Era tocado.
Depois, e no percurso, aprendi que, a final e na sua essência, é um músculo valente, ou um valente músculo, capaz e responsável pela distribuição metódica e regular do fluido vital.
Mas o sonho de menino não foi de todo desfeito pelas agruras do caminho e do conhecimento.
A subtil consciência (talvez num arremedo de gratidão) empresta e atribue ao coração toda uma panóplia de emoções, fazendo dele fiel depositário da ternura e do amor, do sacrifício e da entrega.
É normal ouvir dizer que um ser tem bom coração, quando em prática de boas acções, sendo as más relegadas para o fígado (então o sujeito terá maus fígados).
Também verdade parece que esta quimera não será igualmente vivida por todos.
São privilegiados os seres que no fosso do sofrimento mantém o espírito livre, tentando substituir por ternura, compreensão e amor a nefasta raiva, desespero e ódio.
Esses vão encontrar no coração o sentido do sem sentido da vida.
Perguntarão vocês o que tem isto a ver com o LUÍS.
Creiam que muito!
O Luís é um dos seres, que de há muitos anos para cá, semanalmente, me foi tocando e por tal tem lugar cativo quando no meu coração se canta o hino dos afectos.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Amor antigo
Como a maioria dos amores, de inicio frenético, a roçar as fronteiras da paixão e depois mais sereno, criada a habituação, afagos mais espaçados, quando a necessidade era efectiva, ultrapassada a curiosidade e a descoberta dos primeiros tempos da ligação das nossas vidas.
Aprendi seus truques, seus cativares, seus sentires, e o seu modo de me atrair quando desejava meu terno folhear. Sim, sempre com ele fui delicado, trajei-o para resistir a intempéries, cedo-lhe o canto predilecto, enfim, presto-lhe afecto.
E, sendo conservador, espero manter este amor até à estrela voltar, o que vai estando na hora. Com tanta demora muito terei de limpar.
Da minha mansa loucura, até aqui não falada, só ontem meti conversa.
Procurado o seu conceito disse-me ele coisa sem jeito, entre outras de somenos: alienação de espírito, demência, imprudência, extravagancia, diabrura, brincadeira desenvolta.
Mas afinal o que é isto, não podia o sujeito ser mais concreto, sem tanta divagação?
E depois, bem, depois, foi coisa dum momento, aberta a ferida, palavra puxa palavra, vozes e letras alteradas, ao tomar conhecimento da definição impingida
Desatinado fiquei; uma destas carapuças servirá a um qualquer, seja homem ou mulher, a muitos e não poucos, podendo dizer seriamos quase todos loucos.
Como vou ser conhecido ? No meio desta confusão, eu queria o exclusivo, só me resta a ilusão.
Discuto, argumento, dou braço a torcer e nem uma linha arredou ou uma folha torceu na sua mania tola e, teimosos, carrancudos, ali ficámos, tal qual dois miúdos.
Nem me atrevo a consultar termos tais como: amor, amizade, ternura, felicidade... mas já me toma a saudade.
Vou deixar-lhe a flor, singelo simbolo de amor.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Fogo da vida

segunda-feira, 6 de abril de 2009
Abraços
Sem amor, tantos invernos, estou nos céus e nos infernos
ao juntar aos meus abraços, terno calor de teus braços.
Na seara desta vida, quase de causa perdida
Fui plantar meu amor
nos prados, entre a verdura e os ramos de azevinho
Dos teus braços o cordão e com o sol de alimento
há-de chegar o momento de colher toda a ternura embalada no carinho
Do vento virá maleficio, se do sol se for a fonte, na linha do horizonte.
Chega assim a tempestade, no gemer desse lamento
e, sem ser essa a vontade, eu te deixo em liberdade
e continuo a sofrer.
Do nada me resta a esperança,
serem brisas de bonança
teu amor a devolver
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Amor e Paz
Não cultivando mostrar presença,
Uma capelinha, não me lembro qual,
Agradado fiquei, noite especial.
Pequena pedra polida, colorida
Aos presentes foi atribuída..
Surpresa e mistério!
Durante a cerimónia e com parcimónia,
raminho de oliveira a explicar o critério,
Incutir desta maneira PAZ e PERDÃO
Pedrinha a lembrar jamais atirar
Raminho a lembrar ao amor dar a mão.
A pedra ainda hoje a vejo
e de atirar perdi o desejo.
Se queres levar uma pedrinha
Tira ali da caixinha.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Futuros
Quando se ultrapassou a meia idade e até a esperança média de vida humana e o vigor físico e a apetência para alguns objectivos tidos de continuidade nos dizem "parece mentira", surgem diversos problemas a resolver, entre os quais se avoluma o dos afectos.
E o mais complexo entre eles, sem dúvida, a ligação homem/mulher e tudo que ela implica, no seu vasto leque de entrega, ternura, carinho, amor e até sexo.
Encarando com honestidade a própria realidade e, sendo "realista", terei de admitir que esse afecto não poderá garantir a ultrapassagem do hoje e agora.
É um campeonato em que o jogo é hoje e, SE vencermos, tornamos a jogar amanhã, não deixando de dar merecida atenção no ênfase à condicional.
E só este distanciamento do futuro permitirá colher da fonte esse fio de prata da felicidade.
Esta reflexão brotou duma amena conversa com amiga recente, com a qual manifestamente empatizo, cuja idade poderá estar entre os 50/60, vivendo só e sentindo-se bem afectivamente, afirmando que, se porventura tivesse de agir nesse campo, gostaria encontrar "alguém com quem pudesse envelhecer de mão dada".
Tivera ela mais uma dezena de anos e, em silêncio, lhe estenderia a mão.
Não com aquela ideia ilusória de futuros, mas no sentido de ganhar o jogo do dia e a serenidade de espírito para tentarmos jogar e ganhar, também no dia seguinte. E assim por aí...
Envelhecer não, viver sim!!!
Mas sou louco e mais velho. Porventura por isso me caberá este discernimento.
domingo, 29 de março de 2009
Testamento

Êxtase e surpresa, não tanto pela inclusa sugestão da morte, mais pela benevolência da paradisíaca sentença.
Todos vamos cometendo erros na travessia e temeroso andava pelos fogos do outro lado, que com o calor não me dou.
Logo me passou na mente a ideia peregrina de, aproveitando o momento, lá pousar o outro pé e dar uma espreitadela.
Nessa querença e com crença, meti o pé direito e no consolo de o pousar... acordei !
Acordei aos pés da cama virado.
Belisquei a coxa e doeu.
Era tudo encenação e travessura de sonho bom.
Dei a volta completa e, paciente, aguardei o regresso da alma que, de seu hábito, tardava a voltar dos devaneios nocturnos para tomar conta deste corpo e prepará-lo para novo dia que de sol era, já alto e vestido a rigor.
Não deixou de ser belo o sonho enganador.
Passe a lisonja da absolvição, não deixou também de ser aviso da certeza do evento.
À cautela, e sem descuido, irei lavrar testamento dos dois lotes que me restam:
- o dos bens, pela natureza emprestados e no percurso moderamente me serviram, vou legar a quem deles cuidar, recomendando o bom uso
- o do amor que me deram, encheu meu coração e deu luz ao tal percurso, esse, que me desculpem, decerto vou precisar e comigo vou levar
sexta-feira, 27 de março de 2009
Amor sem memória

Tomado, entre tantos, o exemplo da galinha coquicha, aqui ao lado, criada em "casa de acolhimento", longe de campos de tortura e extermínio, por aviários conhecidos.
Os filhotes saídos há muito pouco do mistério do ovo, tem imediata aptidão para as agruras da vida, necessitando apenas de aprendizagem técnica na procura de alimento, exercícios de defesa e sobrevivência, tais como fuga a espécies predadoras e limpeza da farta plumagem natural e ainda, e por sua vez, predando outros pequenos seres, não esquecendo a segurança e abrigo temporário das intempéries ou temperatura sob a asa protectora.
A seu tempo, ganho o vigor e aprendizagem, seguem o ciclo individual, repetindo, repetindo, aparentemente sem preocupações afectivas, culpas, ressentimentos, nem outros futuros ou passados. E, ainda também aparentemente, vivendo a vida pela vida, ali e agora.
Estando tão em voga os prós e os contras, e feitas as contas, fiquei por aqui a cismar , em face do exemplo, se vale a pena ser diferente.