domingo, 26 de abril de 2009

Amor na ajuda

Quando a flor não basta...
A ajuda a outro ser humano, não se esgota no acto de disciplina, mero cumprimento da intenção.
Outras e mais subtis exigências se nos deparam como possíveis garantes do bom êxito dessa intenção, permitindo que a mão que nos é estendida seja firmemente apertada ou, no menos, aflorada.
Não poderemos compreender e aceitar os problemas dos outros, sem fazer boa gestão dos nossos próprios, assim como não poderemos valorizar positivamente quem nos estende a mão se não aceitarmos a nossa própria forma de estar no seu âmbito de realizações, duvidas e fraquezas.
Sabemos que a capacidade de amar o que nos rodeia passa pelo amor de nós próprios e pela necessidade que o humano tem de ser amado e é mais que certo não podermos estar numa relação em que nos pedem segurança, paz, serenidade e alguma alegria, se formos inseguros, ansiosos, agressivos ou infelizes.
Auto conhecimento, auto estima, auto aceitação, capacidade de amar e maturidade psíquica, exigências que surgem desta forma como indispensáveis aliados da disciplina consciente.
É um passeio de braço dado da humildade, disponibilidade e tolerância, pedindo-se bastante para tarefa humilde e de êxito incerto.
A compensação virá em paz e crescimento interior.

4 comentários:

Isa disse...

Bom Dia!
Reflexão muito interessante e intemporal q.subscrevo.
Abraço.
isa.

Baila sem peso disse...

O conhecimento de nós próprios
sem medos, sem ansiedades...

por vezes é tão difícil perceber
onde se encontra nossa verdade...

coragem de aceitarmos como somos
crescimento interior e humildade...

nesse caminhar, a um braço dado
emprestar a mão da serenidade...

o texto está bem certo,
e é difícil aqui a rima,
pela ajuda ao próximo, prima!

Amor sem preconceito mas com muito respeito...dentro de nós, projectado em vós(z)!

Gostei bastante!
Um bom domingo
Beijinho

Paula Raposo disse...

Sem dúvida, Carlos! Subscrevo as tuas palavras...beijos.

Anónimo disse...

Nada se pode fazer sem Amor. Aquele AMOR que nem sequer é nosso, que nos foi dado gratuitamente e que nós devemos ser simples instrumentos.
Claro que nos devemos amar e aceitar como somos.
Ainda bem que continuas a escrever e que tb já chegaste à conclusão que precisas de te amar, compreender e aceitar
Bem hajas e não te esqueças de ser feliz.
NI