sábado, 2 de abril de 2011

morte anunciada

Não há fuga a questões complicadas e assim pensei quando me perguntaram como se vive com morte anunciada.
Na sua essência é a complicação de somenos porque, na verdade, desde logo à nascença, quando nos atiram para a prova de vida, pese embora a validade seja aleatória, a morte vem por apêndice garantida e sem fuga.
Há todavia casos em que o anuncio é cometido a termo definido, como sejam aqueles em que a justiça do grupo entende ser essa a via do castigo ou a própria natureza o faz, natureza que nos rodeia em sua beleza e falácia ou a nossa própria quando os limites são ultrapassados e os elásticos rebentam por demais esticados.
Eventualmente tudo depende da forma como cada um entende a morte, essa coisa que desconhecemos e evitamos comentar naquela falsa sensação de afastamento pois se não vejo não existe, conduta de avestruz mas que o humano bem imita.
No entanto é ela tida senhora do sofrimento e dor, arrastando consigo a noção da perca de posses frequentemente tidas como eternas, não só da nossa vida como daqueles que nos são queridos.
Aqui declaro não saber porque me deu isto hoje, mas pronto, fica arquivado e logo se verá.
E até vai levar boneco para não ficar tão triste

5 comentários:

Parapeito disse...

...as vezes dou comigo a pensar:
como seria se todos nós soubéssemos...o dia da nossa partida...
Um abraço cheio de brisas doces*

Baila sem peso disse...

Depois de nascermos
é a maior certeza da vida!
Mas que interessa pois falar dela
já que não tem hora de despedida?!...
Antes tê-la assim como conhecida
e colorir com boneco perfeito
de multicor, para lhe afastar o jeito!

Beijinho e desejo de muito carinho em suave ninho

Parapeito disse...

vim deixar um abraço com o desejo de brisas mto doces e coloridas...assim como as amêndoas :))***********

leandro guedes disse...

Há dois meses que nada se escreve neste blog - olha a preguiça...!!!
Abraços e as melhoras meu amigo.

Parapeito disse...

"Escutei há dias a conversa das rolas, piscos, melros e corujas aqui do sitio. Falavam, não sei porquê,da Primavera mas as flores a baloiçar ao vento protestavam serenamente com a paleta, pois não se viam azuis. Contudo as amarelas eram lindas e as vermelhas também.
Boas brisas por aí são os meus votos"
24 de março de 2011 04:50

Bom Carlos...faz um ano que o vi passar pelo parapeito onde deixou o recado acima...saudades da sua presença e de vir ate aqui ler os seus sentires...
Sei que é brisa doce...